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Sempre cabe mais um

Postado em 8/2/2010 às 15:49 por Equipe Trivela.com

Uma dica para os jogadores de futebol que sonham em vestir a camisa de uma seleção. Em vez de ir jogar num país periférico do mundo da bola, se mude para algum time da Argentina, de preferência na primeira divisão. Faça algumas boas exibições e, o mais importante, certifique-se de que Diego Armando Maradona esteja na plateia. Essa foi a fórmula usada por vários jogadores que, se unindo aos consagrados da Europa, formam o grupo dos 102 convocados por Dieguito até hoje.

Tal marca, que pode chegar a 103 graças ao corte do lesionado Lucas Licht, já surpreende por si só pelos três digitos. Só que fica ainda mais inusitado quando se nota quanto tempo Maradona usou para chamar tanta gente: 15 meses. No total 16 jogos, sendo oito nas Eliminatórias e oito amistosos. E justamente em três destas partidas avulsas e na convocação para outra, contra a Jamaica nesta quarta-feira, está uma possível explicação este número gigante.

Panamá, Gana e Costa Rica não foram desafiados em “datas Fifa”. Por isso, Maradona chamou apenas jogadores da primeira divisão argentina. Por conta disso, 58 jogadores só sentiram o gostinho de vestir a camisa albiceleste sem jogar para valer na disputa pela vaga na Copa. De destaques como Boselli, campeão da América pelo Estudiantes, até inesperados como Juan Pablo Pereyra, candidato ao rebaixamento pelo Atlético Tucuman, atletas de 19 dos 20 times do Clausura 2010 foram recrutados.

Contudo, apenas dois jogadores que estiveram nestes amistosos foram aproveitados nas Eliminatórias. Então os amistosos foram inuteis? Nem tanto, pois os dois escolhidos foram Palermo e Bolatti, herois da salvação argentina rumo a África.

Além disso, quando se olha apenas aos 54 convocados que jogaram nas datas Fifa e comparando com outras seleções, Maradona fica menos indeciso do que o “102″ sugere. Dunga, por exemplo, chamou 80 jogadores para vestir a amarelinha, não tendo feito nenhum jogo só com atletas “nacionais”. Entretanto, dois atenuantes fortes estão a favor do brasileiro: os 80 foram chamados em 3 anos e meio, e ajudaram a construir uma base sólida que a Argentina não tem.

Assim como o Brasil, a Alemanha também se firmou com um técnico só desde o fim da Copa 2006: Joachim Löw. Construíram igualmente um grupo de jogadores formando um time consistente e forte, mas com um número de convocados ainda menor: 59.

Já a França ainda não convence como candidata ao título, mas por seguir com Raymond Domenech, o número de jogadores chamados é ainda mais reduzido: 56 convocados.

Por outro lado, outras seleções que despontam como favoritas à volta olímpica em 2010 até trocaram de comando no intervalo entre Copas, embora não signifique que tenham chamado tanta gente quanto Maradona.

A Inglaterra (64 convocados) chamou Fabio Capello depois do fracasso de Steve McClaren em não ir à Euro 2008. A Italia (69 convocados) trouxe Marcelo Lippi de volta demitindo Roberto Donadoni. E a Espanha (54 convocados) recorreu a Vicente Del Bosque depois que Luis Aragonés se mandou para o Fenerbahçe.

Vendo estas comparações, o torcedor argentino pode até se desanimar por um possível desespero de Maradona em não saber quem levar ao Mundial. Afinal, ele confirmou apenas Mascherano, Messi e Verón numa entrevista no meio de janeiro. Todavia, se ele estiver mesmo indeciso, pode organizar um campeonato entre os convocados, lhe poupando assim da dor da escolha de apenas 23 entre 102.

* Por Rodrigo Vasconcelos, do Futebol Portenho.

Alegria

Postado em 7/2/2010 às 23:39 por Caio Maia

Dois momentos de Robinho no final de semana chamaram a atenção deste que escreve. O gol, é claro, um golaço, de craque. E a infantil guerra de bolo na coletiva de Neymar. O gol foi antológico, mas vamos dar um desconto: em um jogo como esse, em que dá para alegar "falta de ritmo" para não fazer nada, um jogador como Robinho (e não qualquer um, ou seja, não estou diminuindo) pode passar a partida inteira só tentando fazer jogadas de efeito. Se der sorte, conseguirá. Ele deu.

A guerra de bolo, por outro lado, pode trazer uma mensagem mais importante do que o golaço. É claro que há uma dose escabrosa de algo que não é jornalismo em querer dizer que um jogador está bem porque "recuperou a alegria de jogar". Outra versão traz o "fulano precisa recuperar a alegria de jogar, fulano sendo, ultimamente, Ronaldinho Gaúcho. Por outro lado, ver como Robinho está à vontade com os novos companheiros, e os companheiros com ele, traz uma enorme indicação de que por estrelismo o negócio não vai desandar.

Pode desandar se nos próximos jogos Robinho quiser só jogar bonito. Se o resto do time, os Léos da vida, resolverem que também querem jogar igual a Robinho, Ganso e Neymar. O primeiro passo, porém, os três se entenderem fora de campo, foi dado. Que bom para quem gosta de futebol!

Rumo a 2012

Postado em 7/2/2010 às 10:03 por Leonardo Bertozzi

Quando passar a ressaca da Copa do Mundo, o futebol de seleções recomeçará a todo vapor com as Eliminatórias da Eurocopa 2012. Com as anfitriãs Polônia e Ucrânia já classificadas, restam 14 vagas em disputa - na última edição com este formato, já que a partir de 2016 serão 24 seleções participantes.

O sorteio realizado neste domingo deixou o caminho tranquilo para algumas das potências continentais. Para Inglaterra e Espanha, além dos potes terem sido camaradas com os adversários, ainda houve a sorte de ficar nos grupos com apenas cinco seleções, podendo definir a classificação em apenas oito partidas.

O grupo da Alemanha reedita uma das semifinais da última Eurocopa, contra a Turquia, mas nomes como Áustria e Bélgica não assustam mais como em outros tempos. A curiosidade do grupo B é a presença de Rússia e Irlanda, duas seleções que bateram na trave na caça às vagas no Mundial de 2010.

O grupo C é o único que tem três seleções que estarão na África do Sul: Itália, Sérvia e Eslovênia, acompanhadas da Irlanda do Norte, que tem causado algumas surpresas nas últimas Eliminatórias. A França pega a outrora forte Romênia, e talvez tenha de tomar mais cuidado com a Bósnia, que mostrou muita evolução nos últimos anos.

A Suécia, decepcionante na última campanha, terá de duelar com a Holanda pelo primeiro lugar no grupo E. A princípio, total favoritismo para a Oranje.

O grupo F promete disputa equilibrada entre Croácia, Grécia e Israel, que costuma sempre chegar às rodadas finais na briga, mas não tem conseguido sucesso na hora de decidir. No G, a Inglaterra deve dominar, mas em teoria as outras quatro seleções disputam a segunda colocação.

Dinamarca e Portugal se reencontram no grupo H, depois de ficarem em primeiro e segundo lugar na mesma chave das Eliminatórias para 2010. Cabe à Noruega mostrar recuperação para entrar na corrida, depois de uma participação pífia no qualificatório do Mundial.

A Espanha deve passear em sua chave, já que a República Tcheca não é a mesma de outros tempos, com muitos problemas internos afetando a equipe nos últimos anos.

Quer ver como ficaram os grupos? Então clique aqui.

O mesmo discurso de sempre

Postado em 5/2/2010 às 18:35 por Felipe dos Santos Souza

Pois bem: saiu, enfim a lista dos 30 árbitros para a Copa do Mundo de 2010.

E o que há de surpresa? Dizer que Carlos Eugênio Simon não é um árbitro em boa fase já foi dito à larga. A mesma coisa, em relação à falta de renovação da arbitragem na América do Sul: só Pablo Pozo, do Chile, e Hector Baldassi, da Argentina, não estiveram em um Mundial, até hoje.

Dizer que a arbitragem mundial está ruim também não é novidade. Afinal de contas, está entre os árbitros europeus Martin Hansson, árbitro que validou o gol de Gallas, que contou com a indisfarçável ajuda irregular de Thierry Henry, na repescagem das Eliminatórias europeias para o Mundial.

Enfim, não há nada de novo a se falar sobre o assunto. Infelizmente.

Fifa divulga árbitros para Copa do Mundo

O único sobrevivente

Postado em 5/2/2010 às 13:07 por Leonardo Bertozzi

O argentino Francisco Varallo, o único sobrevivente da primeira final de Copa do Mundo, em 1930, completa 100 anos nesta sexta-feira.

Varallo conquistou três títulos argentinos pelo Boca Juniors, e a Copa América pela Albiceleste em 1937.

Com 181 gols pelos Xeneizes, foi o maior goleador da história do clube até ser superado por Martín Palermo em 2008.

Veja a ficha da final.

Uruguai 4x2 Argentina

Data: 30/julho/1930

Local: Estádio Centenário, Montevidéu

Árbitro: John Langenus (Bélgica)

Uruguai: Ballestero - Mascheroni, Nasazzi; Andrade, Fernández, Gestido; Dorado, Scarone, Castro, Cea, Iriarte. Técnico: Alberto Suppici

Argentina: Botasso; Della Torre, Paternoster; J. Evaristo, Monti, Arico Suárez; Peucelle, Varallo, Stábile, Ferreira, M. Evaristo. Técnicos: Francisco Olazar e Juan José Tramutola

Gols: Dorado aos 12min, Peucelle aos 20min, Stábile aos 38min do primeiro tempo. Cea aos 13min, Iriarte aos 23 min e Castro aos 44min do segundo tempo.

Crise pouca é bobagem

Postado em 4/2/2010 às 11:44 por Renato Piccinin

Estamos acostumados a colocar em "crise" qualquer clube brasileiro que atrase um mês de salário, ou quando vaza para a imprensa brigas internas, ou uma série de maus resultados. Enfim, aqui no Brasil não é preciso de muito para usar a palavra "crise".

Imagine então o que podemos dizer sobre a situação do Portsmouth? Último colocado da Premier League com 15 pontos — seis a menos do que o primeiro time fora da zona de rebaixamento —, o time ficou quase toda a janela de transferências sem poder contratar por causa de suas dívidas. Nem dinheiro para pagar a manutenção do site oficial do clube eles tinham, e a página ficou fora do ar por algum tempo. O salário dos atletas também foi pago com atraso.

E os problemas não param por aí. A Premier League reteve cerca de € 2 milhões referente às vendas do clube durante a última janela, a fim de pagar seus credores. Agora foi divulgado que o Portsmouth terá seu quarto dono em menos de um ano (o empresário Balram Chainrai, de Hong Kong). Pior do que isso, é noticiado que em breve haverá nova troca de donos.

A questão que fica é: para onde vão os Pompey? Sem contar a segunda divisão.

Aí pode, né?

Postado em 3/2/2010 às 18:17 por Leonardo Bertozzi

Daqui a uns vinte anos continuaremos a ver chiadeira de times brasileiros obrigados a jogar na altitude. Que é desumano, traz riscos à saude, e o blá-blá-blá todo.

Mas na hora de marcar jogos sob um calor de 40 graus, como Grêmio x São Luiz pelo Campeonato Gaúcho (a cena do comentarista e ex-jogador Batista desmaiando na cabine de transmissão já circula na internet), ninguém reclama, certo?

Então tá.

Aprendiz de Joel

Postado em 3/2/2010 às 15:11 por Leonardo Bertozzi

As entrevistas em inglês de Joel Santana marcaram a passagem do agora técnico do Botafogo pela seleção sul-africana. Mas o domínio macarrônico do idioma está longe de ser exclusividade do carioca. Que o diga Hristo Stoichkov, maior jogador búlgaro de todos os tempos, atualmente no comando do Mamelodi Sundowns.

A declaração de Stoichkov à televisão sul-africana após uma partida já virou febre na Bulgária após ser divulgada no YouTube. E como de costume, já virou até música.

O outro "caso Terry"

Postado em 3/2/2010 às 1:44 por Leonardo Bertozzi

O escândalo envolvendo o capitão da seleção inglesa John Terry levou à tona um episódio semelhante ocorrido com os Estados Unidos meses antes da Copa do Mundo de 1998. O ex-jogador Eric Wynalda admitiu, em um programa de televisão, que o então capitão John Harkes tinha um caso com sua esposa, Amy, e por isso não foi convocado por Steve Sampson para o Mundial da França.

Ao contrário da história de Terry, exposta à exaustão pela mídia, o relacionamento entre Harkes e a mulher de Wynalda nunca foi tornado público. Ele chegou ao conhecimento de Sampson e de seu auxiliar Clive Charles em fevereiro daquele ano, através do meia-atacante Roy Wegerle.

Em abril, o treinador anunciou a decisão de afastar Harkes, citando "questões de liderança" e uma suposta recusa do jogador em desempenhar uma função mais defensiva em campo.

Os Estados Unidos foram eliminados com três derrotas, e Wynalda afirmou nesta terça, falando à Associated Press, que o impacto de um fato do gênero sobre o elenco pode ser forte: "Há muita semelhança entre o que aconteceu em 1998 e o que está acontecendo na Inglaterra. É um momento desafortunado para a Inglaterra, porque sei como isso pode afetar um time".

Wynalda, que se divorciou em 2003, disse ainda que tentou convencer Sampson a voltar atrás e manter Harkes no grupo, pensando nos interesses do time. O treinador não confirma e nem nega que a conversa tenha existido. Hoje, os dois ex-jogadores trabalham como comentaristas (Harkes na ESPN e Wynalda na Fox), e selaram a paz com um aperto de mão em 2005.

Obviamente há muitas diferenças entre os casos para sugerir que o mesmo acontecerá com os ingleses. Mas também seria ingenuidade achar que a relação de Terry com alguns de seus colegas permanecerá a mesma. Certamente Fabio Capello não excluirá o jogador do Chelsea de seus planos, mas a opinião dos demais jogadores será fundamental para definir se ele segue como capitão.

Como isso se traduzirá dentro de campo? Saberemos em junho.

Mais sobre o tema na coluna de Inglaterra/Escócia, por Caio Maia

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