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Postado em 4/7/2009 às 16:55 por Caio Maia
Eduardo Costa nunca foi ninguém no futebol. Era uma promessa no Grêmio campeão da Copa do Brasil de 2001, saiu do Brasil para ser ninguém no Bordeaux e depois ser ninguém no Espanyol. Ou seja, foi ninguém em lugar nenhum. Um currículo, portanto, nada invejável. Adendo óbvio, mas necessário: estamos falando da importância futebolística do moço, e não dele como pessoa, até porque não o conheço pessoalmente. Em 2007, o Grêmio fez algum esforço para tê-lo de volta. Normal: Tcheco, que também não foi ninguém em lugar nenhum, no Grêmio funcionou. Eduardo Costa chegou ao tricolor gaúcho e aumentou seu histórico de desimportância: não se lembra de um passe ou desarme que tenha feito. Mesmo com todo esse currículo, o São Paulo se esforçou para buscá-lo. O jogador chegou no início do ano, e só foi jogar em junho. Em sua terceira partida foi titular no jogo do ano para sua nova equipe. Continuou sem fazer nada? Claro que não: foi expulso no primeiro tempo, sepultando de vez as minguadas chances de sua equipe de superar o Cruzeiro. O São Paulo, time moderno, achou então a solução para o caso: Eduardo Costa virou titular incontestável. Provavelmente como prêmio pelos serviços prestados. No lugar de Jean, que só jogou bem pelo time até hoje. Como dizem os que entendem: "No Sâo Paulo é diferente". Percebe-se.
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Postado em 3/7/2009 às 19:44 por Leonardo Bertozzi
A edição de junho da revista Trivela traz uma matéria intitulada "Piacere, José Mourinho", contando sobre as maiores polêmicas criadas pelo treinador português em sua primeira temporada na Internazionale. Mourinho é, inegavelmente, alguém que conhece o funcionamento da mídia e sabe usar esse conhecimento a seu favor. Sabe o que dizer, quando dizer e a quem dizer. Logo depois de levar a Inter ao 'scudetto', ele concedeu uma entrevista à revista portuguesa "Espiral do Tempo" que merece ser lida com atenção. Não por acaso, o título da matéria de Miguel Esteves Cardoso é "O homem que sabe jogar com os outros". Para conferir, basta baixar o arquivo em pdf clicando aqui. Nela, o "Special One" não se limita a falar da Inter, de sua vida na Itália ou de sua passagem pelo Chelsea. Fala também de seu envolvimento com o futebol desde criança, quando pedia ao pai que lhe assinasse revistas estrangeiras em uma época em que isso não podia ser feito com a facilidade de hoje, e de seu empenho nos estudos para se tornar treinador. Em uma das partes mais curiosas da entrevista, Mourinho fala sobre como é lidar com um elenco de diferentes nacionalidades, algo que já viveu em Londres e agora vive em Milão. Segue o trecho: Quais são os mais difíceis de todos? Eu acho que o brasileiro é o mais difícil. Para mim, o brasileiro é difícil porque para mim o brasileiro jogador de futebol tradicional é o jogador que vive com a “indisciplina” com que vive a sua própria vida. Como é que fazem? Vive a sua profissão com o talento que Deus lhe deu, e que é enorme, e que vive com a indisciplina com que vive a sua própria vida. Por exemplo, há um jogador brasileiro a quem tu dizes “tens que estar aqui às 10 horas, temos reunião às 10. E se tu chegares às 10:05, tu notas na reunião que na sua globalidade está-se a “cagar” que tu não o deixes entrar na reunião ou não. Se tu não o deixares entrar na reunião ele pega no carro e vai todo contente dormir mais um bocado. Ou se acordar às 10:02 e souber que tu não o deixas entrar, se calhar continua a dormir mais um bocado, “Ok, ele vai-se chatear comigo mas eu durmo mais 20 minutinhos”. E os ingleses? O inglês chega às 5 para as 10; o italiano ou chega às 10 ou se chegar às 10 e 1 minuto chega a correr e chateado porque chegou às 10 e 1 minuto; o português chega às 10 ou 1 minuto antes das 10... Ai o português é o que chega mais perto da hora marcada? É. 1 minuto antes das 10... E os franceses? Franceses é difícil. Para mim, o francês chega às 10, mas chega a pensar que não há razão nenhuma para chegar às 10. Que engraçado, está muito bem visto. Chega às 10, mas chega a pensar assim: “porque é que este treinador me obriga a chegar às 10 porque é que não poderia ser às 10 e 5”. É exactamente assim. O francês tem sempre razão, sempre razão. Mas sempre. Os russos... Os russos se tu dizes para chegarem à 10, chegam à 10. É impossível chegar às 9 e 59 ou às 10 e 1 segundo. Eu penso que sim. Eu só tive um jogador, não tive 2. Um no Chelsea e um no Porto, e o jogador russo acho que precisa que tu lhe digas tudo aquilo que... Acho que precisa de ser dirigido. Se calhar é um bocadinho burro. Não estou a dizer que é um bocadinho burro, estou a dizer que se calhar cresceu a ser dirigido, a ser teleguiado. Precisa de ser teleguiado.
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Postado em 3/7/2009 às 17:12 por Caio Maia
Imagine que você é dono de um bar. Esse bar atrai um público fiel, que vai lá toda semana para conversar entre si sobre os assuntos que têm em comum, toma seu chopp, come sua batata frita, por aí vai. Tudo bem, se não tivesse aquele cara que, de vez em quando, participa da conversa, mas, muitas vezes, bebe mais do que devia e enche o saco de todo mundo. Você tem uma escolha a fazer: o bêbado ou todos os outros clientes? A resposta é óbvia: se o bêbado incomoda à maioria, ele que seja proibido de entrar no bar. E assim é e sempre será neste blog. Que não é meu, nem do Bertozzi, é dos leitores, principalmente os que voltam sempre e participam do debate. Os "bêbados" daqui todo mundo sabe quem são. Quando se embebedam de vez em quando, a gente dá um toque, mas o cara está convidado a voltar no dia seguinte. Mas o cara que "enche a cara" todo dia tem foto na porta. Você não quer que ele afugente sua boa clientela. Certo?
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Postado em 3/7/2009 às 15:10 por Caio Maia
Michael Owen era citado como refoço do Hull quando seu telefone tocou. Ele deve ter desligado achando que era trote, e Sir Alex Ferguson ligou de novo para confirmar: o Manchester United o queria. Uma aposta que só um time como o United, como dinheiro sobrando, pode fazer. Se jogar 30 jogos na temporada, Owen é melhor que Tevez, e fará uma parceria demolidora com Rooney. O problema é apostar que isto vai acontecer, o que uma equipe que não tenha outras alternativas não poderia se dar ao luxo de fazer. Na conta da contratação, uma cutucada no arquirrival Liverpool, que o formou e depois despachou para Madrid. Se a torcida dos Red Devils vai receber bem o antigo menino de ouro dos Reds é outra pergunta a ser respondida.
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Postado em 2/7/2009 às 23:53 por Caio Maia
É o seguinte: nem o Highlander resistiria a ter o Túlio no time. Imortalidade tem limites, e o Grêmio forçou os seus. Brincadeiras à parte, o que faltava agora era uma "final" entre Corinthians e Cruzeiro para decidir o melhor do Brasil, tamanha foi a superioridade de ambos diante de seus adversários gaúchos. É verdade que, por critérios objetivos, o Cruzeiro disputa o torneio "A", e o Corinthians joga o que os caras que não se classificaram para o "A" jogam. Em campo, porém, e valendo alguma coisa, seria interessante contrapor os trabalhos de Mano e Adilson Baptista (o único cara que o PVC elogia e tem razão!). O Cruzeiro, como já havia feito com o Sâo Paulo, atropelou o Grêmio, e só a cabeça pode tirar o título continental da Toca da Raposa - e isto não parece provável. O Grêmio, por sua vez, vai começar de novo, cheio de dívidas e de atacantes limitados: Jonas, Herrera e Alex Mineiro prometem um total combinado de 10 gols no Brasileirão. Por outro lado, o time tem Autuori, Maxi, Vitor... e Souza! Que saudades têm os são-paulinos do Souza. O Cruzeiro, por outro lado, tem Kleber, o melhor atacante em atividade no Brasil - pelo simples fato de que pode jogar todo jogo, e Ronaldo, não, e pode jogar o jogo todo, ao contrário do Fenômeno. E o Palmeiras com Obina e Ortigol...
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Postado em 2/7/2009 às 20:00 por Gustavo Hofman
Jogadores ou treinadores brasileiros costumam elogiar somente jogadores ou treinadores brasileiros. Nesta quinta-feira, Cafu foi uma exceção à regra. Criticou o nível do futebol nacional e quando questionado sobre o melhor técnico da sua carreira, escolheu um estrangeiro. “O Zeman, que me treinou na Roma, foi o melhor técnico que tive. Taticamente ele é o melhor”, disse Cafu, referindo-se a Zdenek Zeman, treinador tcheco da Roma entre 1997 e 99 e cujo último clube foi o Estrela Vermelha em 2008. O ex-jogador da Seleção aproveitou para dizer que ainda não decidiu se seguirá jogando ou não, mas desancou o futebol brasileiro. “Achei que o nível técnico no Brasil estaria melhor. Me surpreendeu”. Falou também sobre Dunga, os problemas na lateral-esquerda, Mundial de 2002... Cafu desaprova Daniel Alves na esquerda
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Postado em 2/7/2009 às 15:34 por Caio Maia
"É por que ele ganha mais do que todo mundo? Sim. Se você ganha mais do que todo mundo, o dobro do que mais do que todo mundo, o mínimo que você tem que fazer é aparecer em todo jogo, mesmo que não possa jogar. É aparecer e treinar duro. Mostrar comprometimento." Do alto da campanha bem sucedida do USA na Copa das Confederações, Landon Donovan desanca David Beckham. E não é que ele tem razão? Dizer, como dizem os vuvuzelas, que o cara não joga nada, é burrice. Mas que ele podia pelo menos fingir que se preocupa com o time que paga seu salário, podia.
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Postado em 2/7/2009 às 2:13 por Mayra Siqueira
Agora se consolidou. A nova ferramenta de diversão do pessoal online, o Twitter, chegou devagar e pouco divulgada, mas se firmou entre os brasileiros, que já tinham muito com o que se ocupar - afinal, administrar orkut, gmail, MSN, myspace, fotolog, e esporadicamente um facebook ou hi5 já era demais para os tupiniquins. Mas as modas parecem que se consolidam bem por aqui. Demorou três anos, mas hoje o Twitter já se popularizou entre muitos brasileiros, que endossam até movimentos “políticos” para tentar tirar Sarney do Senado, por trás das telas, ao invés de organizar uma mobilização efetiva, uma passeata, ou o que convier. E logo virou bagunça. Durante a final da Copa das Confederações, os brasileiros tuiteiros se mobilizaram para colocar o #chupa (o símbolo na frente dos termos facilita a busca e referência do Twitter) nos tópicos mais “populares” (os trending topics, na linguagem tuiteira). E conseguiram, em resposta ao ator Ashton Kutcher, que tirou sarro dos tuiteiros do Brasil, enquanto os Estados Unidos ainda faziam 2 a 0 sobre a Seleção neste domingo. Mordeu a língua com o resultado final, e com a represália dos nacionalistas vitoriosos na rede. Pois hoje, na noite de quarta-feira, a brincadeira voltou a acontecer para os tuiteiros. A final da Copa do Brasil entre Corinthians e Internacional foi exaustivamente comentada entre os internautas de plantão, a tal ponto que o #Corinthians foi parar no tal trending topics do Twitter, com segundo tópico mais comentado (ao menos até agora), para o divertimento dos campeões. Seria legal, se o “feito” não viesse acompanhado de avacalhação e tentativas forçadas de impor um termo entre os populares, e “abrasileirar” outra mídia online, como já fizeram com a invasão no orkut, fotolog, etc. Mas uma vez os brasileiros mostram imaturidade e, uma pena, apelando para a rivalidade esportiva para isso.
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Postado em 1/7/2009 às 23:58 por Caio Maia
O Corinthians é hoje o melhor time do Brasil (junto com o Cruzeiro, pelo menos até amanhã) porque é exatamente isso: um time, o que a maioria das equipes do futebol brasileiro hoje não conseguem ser. São Paulo, Inter e Palmeiras são os melhores exemplos: no papel, têm mais jogadores talentosos do que o Timão, mas estes jogadores tocam sozinhos, não compõem uma orquestra. Até por isso, e ao contrário do que se configurava ao final do Paulistão, é difícil apontar o grande destaque da equipe. Ronaldo, no jogo de Porto Alegre, não foi fundamental, e a equipe podia ter ganho sem ele - que, vamos falar, perdeu um gol aos 35 que não perderia se o jogo estivesse 0 a 0. Os autores dos gols foram Jorge Henrique e André Santos como poderiam ter sido de quase qualuqer outro jogador. E os méritos por isso têm que ser dados quem de direito: Mano Menezes, hoje, é "o cara". Fez o que técnicos mais badalados e rodados não têm conseguido. Uniu um padrão de jogo (simples, como tem que ser) com a formação de um grupo coeso e a capacidade de motivar este grupo para os jogos decisivos. Uma nota, aliás, que eu preferia não dar: Andres Sanchez tem também seu mérito. Queimou seu amigo particular Antonio Carlos para manter Mano e seu projeto. Quando merecem elogio, a gente elogia, por que não? Não é que o Corinithians seja perfeito e imbatível, e nem se pode dizer que essa "química" que está rolando não vai cair daqui a um tempo. Hoje, porém, é hoje, e hoje o quadro é esse. O Corinthians é uma obra que coloca seu autor/treinador no topo da lista dos treinadores.
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