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Curtas

Na Taça de Portugal, dois pequenos são as sensações das semifinais. No inesperado duelo entre Naval e Pinhalnovense, melhor para os figueirenses, que, no final do jogo, fecharam o marcador em 3 a 1 contra o surpreendente clube da terceira divisão.

No outro confronto, uma surpresa. O Rio Ave, que, apesar das limitações, vem em respeitável temporada, aprontou para cima do Braga, no Minho. Vitória nos pênaltis por 6 a 5, após 0 a 0 nos 120 minutos.

O resultado não deixa de pressionar o time de Domingos Paciência, especialmente porque o Benfica atropelou o Leiria por 3 a 0 em jogo adiantado da 20ª rodada, e assumiu, temporariamente, a ponta da Liga Sagres.

Além de torcer para que os encarnados percam em Setúbal, os arsenalistas precisam vencer o próximo jogo para recuperar a liderança. O problema é que o adversário é um desesperado Belenenses, no Restelo.

Lembram-se que, na coluna passada, indicou-se que o futuro do Sporting começaria a ser traçado, de fato, a partir de 2 de fevereiro, no clássico contra o Porto? Pois bem. Logo na primeira disputa, os Leões não ofereceram resistência a Falcão e companhia, e foram goleados por 5 a 2.

 O jogo expôs o Porto decisivo que muitos aguardavam ver desde o princípio. É a segunda goleada seguida dos Dragões, a segunda com Ruben Micael em campo e, vejam só, fazendo uma parceria excelente com Belluschi.

Com maior liberdade ofensiva, os portistas não deram trégua a um combalido Sporting, que parece, a cada jogo, mais derrotado na temporada. Mantida a mentalidade, os confrontos contra Benfica e Everton serão mais alguns dos esquecíveis da temporada.

Um dos defeitos leoninos foi o péssimo critério e gasto em contratações. Sinama-Pongolle, que até agora não mostrou a que veio, custou 6,5 milhões de euros aos cofres do clube. Foi a quinta aquisição mais cara da janela de inverno europeia.

O Sporting, aliás, foi o segundo maior gastador dentre os clubes europeus na janela: 11,3 milhões de euros, superado apenas pela Fiorentina, que gastou 11,9 milhões. Na temporada, já foram despendidos 14,9 milhões pelos leões.

O Benfica, terceiro clube na lista de inverno (8,8 milhões de euros gastos), segue como o clube português que mais "torrou" dinheiro na temporada: 34,5 milhões. Os resultados, ao menos, têm sido condizentes com as despesas.

Desespero sadino

Postado em 4/2/2010 às 8:49 por Lincoln Chaves


Manuel Fernandes chegou para recuperar VFC

Depois dos três chamados clubes grandes em Portugal, há uma lista, também restrita, de times considerados médios. São aqueles que possuem uma boa parcela de torcedores e resultados relevantes em nível nacional. É onde está o Vitória de Setúbal, que, tal como o Corinthians, também tem em 2010 um ano teoricamente de festa: o de seu centenário.

A comemoração mais palpável, porém, dirá respeito a grandes contratações e eventos, e sim a ainda poder jogar, no dia 20 de novembro próximo, na primeira divisão. O que era considerado improvável após um início de temporada tétrico, tanto em campo como fora dele, mas que se mostra possível com uma sensível melhora no futebol apresentado.

A "virada", por assim dizer, começou na 14ª rodada, em uma boa vitória, com gol aos 45 minutos da segunda etapa, sobre um ascendente Marítimo por 3 a 2, em casa. Nos treze jogos anteriores, eram apenas oito pontos somados e a lanterna da Liga Sagres em mãos. Isso porque, nas primeiras rodadas, o VFC ganhou a mídia da pior forma possível: sofrendo um vergonhoso 8 a 1 do Benfica, na Luz.

Tudo muito em virtude do plantel que foi formado após o sufoco da última temporada, em que o rebaixamento foi evitado na última partida. Apostando em uma renovação desenfreada, o Vitória trouxe o adjunto de Jesualdo Ferreira, Carlos Azenha, e uns punhados de atletas descarregados como água em Setúbal.

Junte isso à inexperiência clara do time, tanto em campo como no banco, e à situação financeira delicada, que, não há muito tempo, chegou a deixar o clube 10 meses sem pagar as comissões técnicas nas categorias de base. Já começa a ser possível compreender uma parte do que prejudicou a temporada sadina.

Chegaram ao Estádio do Bonfim jogadores com status de salvadores, como Guilherme di Paula e Álvaro Fernandez, além de muitos outros que "não sabiam nem andar direito", como exagerou um diretor do clube ao presidente Fernando Oliveira. Ocorre que, como o Braga muito bem mostra na atual temporada, experiência de campo é importantíssima em Portugal. E isso faltou no time setubalense.

A instabilidade do elenco sadino ficou clara ao longo do primeiro turno, bem como a inexperiência de Azenha como técnico e o racha entre o próprio e alguns atletas do grupo, "marginalizados", como disse o zagueiro Collin, pelo trenador. Só na preparação para a temporada, foram 60 jogadores testados, 33 mantidos no plantel e outros que, em duas semanas, já foram dispensados.

Segundo Fernando Oliveira, todos foram trazidos conforme pedido do treinador, apontado, à época, como sucessor de Quique Flores no Benfica, caso o oposicionista Bruno Carvalho conquistasse a eleição presidencial da Luz. A declaração de Oliveira veio pouco tempo depois de Azenha acusar a direção setubalense de ter indicado os jogadores.

Como se vê, era um relacionamento em que nenhum dos envolvidos se entendia, ou fazia questão de tal. Aos donos, faltou peito para impor limites ao técnico. Ao técnico, ficou evidente a falta de bom senso e experiência. O resultado, como se viu, foram mais custos à já delicada realidade dos bolsos sadinos, e decepção aos torcedores.

A chegada de Manuel Fernandes, quase dois meses depois, mudou bastante o balneário do Vitória. Primeiro pela já conhecida experiência do treinador em gramados lusos — Fernandes acabara de promover o União de Leiria à elite portuguesa. Em segundo lugar, o fato de ele ter jogado no próprio VFC. E, por fim, o fato de ser o comandante preferido por Oliveira desde 2008.

Mais do que novo gás, Fernandes recuperou jogadores desprezados por Azenha, como o experiente Bruno Ribeiro, revelado por ele no próprio Vitória, em 1997, junto de Frechaut e Mário Loja. O bom relacionamento com diretoria e jogadores trouxe confiança e, junto com ela, um padrão de jogo, além da indicação de nomes mais consistentes, como Ricardo Silva e Neca (ex-jogador da seleção). Boas expectativas permeiam também Henrique, ex-Corinthians.

A tática, ao que parece, deu certo, ainda que tenha demorado a pegar, em virtude da fragilidade de opções do elenco. Após a vitória sobre o Marítimo, vieram dois razoáveis empates — um sem gols contra o Belenenses (fora), outro em 2 a 2 contra o Vitória de Guimarães — e, mais recentemente, um terceiro empate, também em 2 a 2, com o complicado Rio Ave. Uma ainda frágil invencibilidade, mas que foi suficiente para tirar o clube da zona de rebaixamento e manter vivas as esperanças da permanência.

O cenário atual é bem oposto ao de duas temporadas, pelo menos do ponto de vista de resultados. Afinal, em 2007/08, os sadinos encerravam o certame com um honroso 6º lugar e o título da primeira edição da Taça da Liga, conquistado em cima do Sporting. O desempenho como um todo foi, sem dúvida, o melhor desde os grandes momentos nas décadas de 60 e 70, quando era nome constante em torneios internacionais.

Pelo menos em campo, escapar do retorno à segunda divisão ainda é viável, e pode ganhar novo gás no importante duelo de sexta, quando poderá ir à forra, em casa, contra o Benfica. Fora das quatro linhas, porém, a situação vem sendo de difícil controle. O clube vem encontrando dificuldades, por exemplo, para pagar as despesas com as demissões de Carlos Azenha e membros de sua comissão técnica, e já gastaram muito com contratações e dispensas.

O caminho, por hora, é do Vitória seguindo os passes do Belenenses, que, mesmo com sua tradição, amarga dívidas e decepções. Mas ainda há tempo de mudar, pelo bem do próprio futebol português, que corre risco de ver mais um de seus tradicionais clubes, haja vista a realidade dos azuis do Restelo e do Boavista, sucumbirem às impossibilidades financeiras enormes que, ano após ano, instalam-se na liga portuguesa.



Comentários de Leitores

 

o benfica nao precisa da pressao

o benfica não necessita fazer pressão até porque o benfica é o benfica e o braga ,lamais será campeão ,mesmo que o benfica não seja . porque ainda aprocissão vai no adro ok? amigo e a segunda volta , o braga ,não vai aguentar mais mesmo e só está assim ,porque seu ex treinador é o actual treinador do benfica jorge jesus,certo??????? e o benfica vai ser campeão ,sem duvida amigo............rsrsrsrsrsrsrs

      Postado em 7/2/2010 às 18:54 por paulo

Yuri

Mal a demora em responder, rapaz. Dia agitado, hehe. Como o João já comentou, Ukra é um bom jogador e considerado um atacante de boas perspectivas. Está em sua segunda temporada em Olhão, e no ano passado, foi muito bem com o Djamir a frente e o Castro no meio. Ainda assim, dificilmente teria espaço no Porto, por exemplo, na próxima temporada. Há gente na frente, como o Orlando Sá, por exemplo, até por já ter atuado pela seleção nacional principal.

      Postado em 5/2/2010 às 2:33 por Lincoln

Ukra

O Ukra (essa alcunha ao que parece surgiu quando à uns anos atrás, Portugal recebeu uma grande quantidade de emigrantes ucranianos... ele parecia fisicamente com os ucranianos...) faz parte de um conjunto de jovens jogadores pertencentes ao Porto (Ukra, Rabiola, Castro, Tengarrinha, Hugo Ventura, Stéphane e Zequinha)que estão emprestados ao Olhanense. Nesse clube tem sido claramente um dos melhores jogadores. Além disso faz parte da seleção portuguesa de sub-21, que tem tido maus resultados, mas o Ukra tem

      Postado em 4/2/2010 às 20:59 por João

O que SCCP, VFC e SCF têm em comum?

Os três terão seu centenário este ano. Se o Vitória não está tão bem quanto o Corinthians, pelo menos não está como o SC Farense, não é mesmo?? Um consolo...

      Postado em 4/2/2010 às 12:06 por Yuri

Ukra

Lincoln, poderia você dizer-me nesse comentário ou nas próximas colunas algo a respeito do UKRA, pois esse jogador causa-me curiosidade, é um jovem talento mesmo ou só mais um???

      Postado em 4/2/2010 às 12:00 por Yuri

Antecipação

Lá vai o Benfica, antecipar jogos para botar pressão psicológica no Braga... já não bastam as controversas decisões dos tribunais nos últimos tempos. Que os bracarenses tenham muita força mental, pois vão precisar.

      Postado em 4/2/2010 às 11:59 por Yuri

Excelente vitória

Que grande vitória do FCP dia 2!!!! Não teve piedade, futebol ofensivo, massacre!! Não pude ver o jogo, mas ao ver no Youtube fiquei de boca aberta!!!

Diga-se que desde 1936 que não havia um placar para mais de 4 gols para um dos times, sendo a última em 2003, parece-me. Enfim, excelente!!!

      Postado em 4/2/2010 às 11:57 por Yuri

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