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Tabellino

- Oito irmãs? Que nada. Dos oito primeiros colocados antes da rodada, só venceram os três grandes: Inter, Milan e Juventus. Desde 14 de maio de 2006 eles não ocupavam as três primeiras posições na tabela (desconsiderando, obviamente, as punições impostas posteriormente naquele ano).

- A maior surpresa da rodada foi a derrota em casa da Udinese para a Reggina. A Fiorentina também deixou pontos importantes pelo caminho ao perder em Cagliari.

- A seleção italiana enfrenta a Grécia nesta quarta-feira, em Atenas. É apenas um amistoso, mas pode dar a Marcello Lippi a histórica marca de 31 partidas invicto à frente da Azzurra. Ele se igualaria aos recordistas Alfio Basile, da Argentina, e Javier Clemente, da Espanha.

- A novidade na convocação de Lippi foi Gaetano D’Agostino, que faz um ótimo campeonato pela Udinese. Por outro lado, não houve espaço para Del Piero, apesar da excelente fase do atacante juventino. Lippi parece não contar com ‘Ale’ em seus planos para 2010.

- Roberto Mancini recebeu a “Panchina d’Oro” (Banco de Ouro) oferecida pela associação dos treinadores ao melhor da temporada 2007/8, por ter levado a Inter ao tricampeonato. O técnico de Jesi é um dos cotados para assumir o Real Madrid caso Bernd Schuster seja demitido.

- Na cerimônia em Coverciano, os falastrões Mourinho e Zenga divergiram em suas opiniões sobre a fama internacional do futebol italiano. O técnico da Inter acredita que o público estrangeiro veja a Série A abaixo da Premier League inglesa e da Liga espanhola. Para Zenga, o ‘calcio’ é devidamente reconhecido nos outros países.

- O meia romeno Nicolae Dica, que deveria ser um dos principais reforços do Catania, alega dificuldades de adaptação e pediu para ser negociado em janeiro – deve voltar ao futebol de seu país. O clube siciliano espera recuperar os € 2 milhões investidos.

- Terminou empatado por 1 a 1 o dérbi toscano entre Grosseto e Empoli, líderes da Série B. Os dois times têm 25 pontos, contra 24 de Sassuolo e Bari. Livorno e Triestina, com 23, completam a zona dos play-offs. O Ancona, 15º colocado, tem o artilheiro do campeonato: Salvatore Mastronunzio, com 9 gols.

- Seleção Trivela da 12ª rodada: Marchetti (Cagliari); Padalino (Sampdoria), Bianco (Cagliari), Manfredini (Atalanta), Sabato (Catania); Brighi (Roma), Cozza (Reggina), Ferreira Pinto (Atalanta); Mascara (Catania), Cassano (Sampdoria), Ibrahimovic (Inter).

O despertar da Loba

Postado em 18/11/2008 às 0:56 por Leonardo Bertozzi


Júlio Baptista, o herói do dérbi de Roma

Não foi a primeira vez e não será a última: em um clássico, venceu o time que atravessava o momento mais difícil. Assim, a Roma derrotou a Lazio por 1 a 0, escapou de terminar a rodada da Série A na zona de rebaixamento e ainda alimentou esperanças de que uma temporada que se desenhava desastrosa tenha alguma salvação.

Caso os ‘giallorossi’ arranquem de fato e consigam pelo menos disputar posição na zona européia, o gol de Júlio Baptista aos 5 minutos do segundo tempo será lembrado como um ponto de virada. No entanto, a reviravolta na sorte da Roma começou quando Luciano Spalletti enfim se convenceu de que estava preso a um esquema tático que não lhe servia mais.

O 4-2-3-1 era praticamente dogmático, por causa dos bons resultados que deu ao time nas últimas temporadas. Mas ele funcionava porque tinha as peças ideais para isso: Mancini e Taddei voando, Totti em boas condições para jogar como homem mais avançado. Pois Mancini saiu, Taddei não vive boa fase e Totti ainda tenta reencontrar ritmo de jogo após a cirurgia.

Para esta temporada, os nomes à disposição de Spalletti claramente não eram os ideais para manter o sistema de jogo. Em diversos momentos sacrificou-se Vucinic, perdido na meia-esquerda, incapaz de render seu melhor. Baptista foi ala e centroavante, sem sucesso em ambas as funções.

Foi antes da partida contra o Chelsea, pela Liga dos Campeões, que veio a mudança na formação do time, que passou a jogar no 4-3-1-2, com um meia de ligação (Pizarro) e dois atacantes (Totti e Vucinic). Mais equilibrada, a Roma resistiu à pressão inicial dos ingleses, saiu na frente e se tornou dona do jogo, chegando a uma enfática vitória por 3 a 1.

No jogo seguinte, contra o Bologna, pela Série A, a vitória só escapou por causa do infeliz gol contra de Cicinho nos acréscimos. Com o sucesso no dérbi, ficou claro que o novo esquema será mantido e o 4-2-3-1 arquivado como um módulo que funcionou muito bem em determinado período.

Contra a Lazio, a Roma atuou de forma inteligente, sabendo que conceder espaço aos rápidos jogadores ‘biancocelesti’ poderia ser fatal. No primeiro tempo, o que se viu foi uma disputa muito tática dos dois lados. O trio de volantes formado por De Rossi, Perrotta e Brighi jogava quase colado à linha de defensores, procurando dificultar as ações de Zárate, Pandev e Rocchi.

O gol que abriu a partida, no início da segunda parte, saiu com uma cabeçada de Baptista, escalado na ausência de Pizarro, após cobrança rápida de escanteio (jogada bastante repetida e que deveria ter sido melhor marcada pela Lazio) e cruzamento preciso de Totti. Não por acaso, ‘La Bestia’ se destacou atuando como homem de ligação, função em que rende melhor. Sem invenções.

Baptista deu muito trabalho a Ledesma, que acabou expulso aos 21 minutos do segundo tempo com o segundo cartão amarelo. Com um jogador a menos, a Lazio ainda encontrou forças e criou oportunidades. Doni foi impecável ao salvar a Roma na finalização de Pandev, que poderia ter decretado o empate. Zárate, mesmo sob constante marcação, foi capaz de buscar o jogo e levar perigo – foi o melhor em campo, ainda que jogando do lado derrotado.

As conseqüências psicológicas de uma derrota no dérbi são sempre duras, especialmente em uma cidade onde ele é vivido de forma tão intensa. Mas a Lazio precisa ter em mente que o resultado não apaga o ótimo campeonato que faz até agora, especialmente porque fez um bom jogo contra a rival. Após as mesmas doze rodadas na temporada passada, o time de Delio Rossi tinha nove pontos a menos que os 22 de agora.

Quanto à Roma, o caminho só pode ser para cima (até porque não tinha como ser muito mais para baixo). Será fundamental para isso que Totti se mantenha livre de lesões e adquira ritmo para que possa ser decisivo outras vezes, como foi no dérbi.

Zenga-show: bate-boca e 'strip'

Não é exagero dizer que Walter Zenga é o melhor técnico da temporada até o momento. Considerando o investimento do Catania, seu sétimo lugar com 21 pontos é de se considerar uma façanha. No entanto, em vez de permitir que se exalte o funcionamento do time comandado em campo por um ótimo Mascara, Zenga tem mudado o foco das coisas.

Depois da vitória por 3 a 2 sobre o Torino, Zenga bateu boca com o jornalista Enrico Varriale, da RAI, durante um programa pós-rodada. Varriale havia criticado o ex-goleiro, que vinha trabalhando como comentarista do canal estatal antes de assumir o Catania, por não ter dado entrevista na rodada anterior. Zenga se irritou, pediu que o apresentador não falasse dele pelas costas, e a partir daí o nível só baixou.

Nesta segunda, Zenga e Varriale exibiram seus sorrisos amarelos em um aperto de mão para selar a paz. O técnico foi multado pelo clube, sob o argumento de que deveria zelar pela imagem da instituição que representa. Curiosamente, a iniciativa da multa partiu de Pietro Lo Monaco, o mesmo dirigente que disse, semanas atrás, que José Mourinho merecia “pauladas nos dentes”.

Enquanto se encerrava, por assim dizer, uma polêmica, outra ganhava corpo. A atitude do atacante Gianvito Plasmati no momento da cobrança de falta de Mascara que resultou em um dos gols contra o Torino deu o que falar. Plasmati simplesmente abaixou o calção diante do goleiro Sereni, com o intuito de obstruir sua visão. Tudo sob orientação de Zenga, que sabe bem o que atrapalha um goleiro nestes momentos.

Não há nada que se refira diretamente na regra a este tipo de ato, mas, como bem comentou Pierluigi Collina, responsável por designar os árbitros do campeonato, trata-se de atitude antidesportiva. Deve haver uma orientação para que os juízes observem e punam gestos semelhantes, caso ocorram.

Se o Catania faz um campeonato muito acima das expectativas, não é por causa do calção abaixado de Plasmati ou dos bate-bocas de Zenga na televisão. Portanto, talvez seja o caso de o próprio técnico tomar a iniciativa de direcionar os holofotes para onde eles têm de estar.

Arbitragem, rodada negra

Andrea De Marco não teve dúvidas ao ver a queda de Kaká na área do Chievo após o empurrão de Bentivoglio: pênalti. O contato com o brasileiro foi admitido até pelo jogador dos ‘clivensi’, mas havia um pequeno detalhe: a falta se deu fora da área, com o camisa 22 milanista já se projetando. Enfim, para dizer o mínimo, um pênalti dos mais generosos.

Foi o quarto pênalti na temporada para o Milan, e todos eles marcados com os jogos empatados. Contra Sampdoria e Napoli, foram assinaladas penalidades em toques de mão visivelmente involuntários.

No jogo contra o Chievo, antes do pênalti em Kaká, De Marco havia ignorado um puxão de Malagò na camisa do brasileiro na área. Mas dois errados não fazem um certo – muito pelo contrário.

Desastrosa também foi a atuação de Christian Brighi na vitória por 3 a 1 da Atalanta sobre o Napoli. O pênalti de Manfredini sobre Lavezzi, que permitiu ao Napoli alcançar o momentâneo empate não existiu – o zagueiro atalantino tirou a bola. Pouco depois, a Atalanta voltou a ser prejudicada, com a não marcação de um pênalti claro de Maggio em Valdés.

No fim das contas, Manfredini se redimiu do que não havia feito e marcou o segundo gol da equipe de Bérgamo, antes que Floccari (pronuncia-se Flóccari) selasse o resultado nos acréscimos.

Também houve pênalti mal marcado em Siena 1x1 Bologna, com Calaió se jogando após contato com Lanna na área. O Siena acabou não se aproveitando, já que Calaió desperdiçou a cobrança.

A única nota positiva foi a perfeita atuação de Gianluca Rocchi no dérbi de Roma. Curiosamente, Rocchi atuou duas vezes na mesma rodada: havia apitado os 4 a 1 da Juventus sobre o Genoa na quinta-feira. A escolha de Collina, que poderia ser questionada, mostrou-se certa. Mas pelo conjunto da obra, não houve o que festejar.



Comentários de Leitores

 

Um novo CalcioCaos???Destaque para a subida da Juventus - III

vingar no futuro e suceder como ídolo, a Del Piero? Mesmo assim, ainda confio numa temporada excelente, mas não essa em curso. Confio na equipe para 2009-2010. Até lá, estaremos quase que recuperados da enorme defasagem técnica, física e tática, e a principal, da financeira, com relação aos demais times italianos e do continente. Já me contentaria nesta temporada com uma Coppa Italia, com uma classificação novamente à UCL e com uma possível ida até as 4ª de final desta edição da UCL.

      Postado em 18/11/2008 às 14:45 por Gaetano

Um novo CalcioCaos???Destaque para a subida da Juventus - II

jogador, no caso, Alessandro Del Piero, temos problemas em demasia com jogadores lesionados, um goleiro que não me inspira confiança, como Manninger, além é claro da velha política da equipe de se gastar muito pouco no mercado de verão e quase nada no de inverno. Some-se a isso, a manutenção errônea na minha visão, de Claudio Ranieri, um técnico aquém da capacidade do time. Além é claro, da teimosia deste, em não lançar por mais minutos, o excelente Giovinco, como iremos saber se esta pequena pérola poderá

      Postado em 18/11/2008 às 14:42 por Gaetano

Um novo CalcioCaos???Destaque para a subida da Juventus

Não sei se é para tanto mas tá ficando estranho essas marcações favoráveis ao conjunto rossonero. Assim como na minha Juventus tinhamos malfeitores como Luciano Moggi, é claro que tais elementos podem florescer em outras squadras. Resta saber se alguém investigaria alguma coisa pelos lados do Milan. Destaque nesta rodada, a confirmação da ascensão da Vecchia Signora - fato que ocorre desde a vitória em casa, pela UCL, contra o Real Madrid. Estamos jogando feio, estamos dependendo excessivamente de um jogado

      Postado em 18/11/2008 às 14:38 por Gaetano

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